Mudança – “E se você voar?”

Um tema diretamente ligado ao Coaching é a mudança. Assunto de várias facetas, que gera muito trabalho e expectativas e, por outro lado, muito medo e resistência.

Muito se fala sobre a mudança e que precisamos sair da zona de conforto.

Mas o fato é que a mudança só acontece quando tomamos consciência de que o que era antes zona de conforto virou, na verdade, uma zona de desconforto, algo que nos mantém estagnados e nos atrapalha no caminho do desenvolvimento.

Alguns sinônimos de mudança que podemos encontrar no dicionário são: modificação, alteração, transformação, transmutação, metamorfose, mutação, transição, conversão, oscilação, alternativa, alternância.

O curioso é que, quando a mudança ativa nossos sabotadores, ela passa a ser, consciente ou inconscientemente, sinônimo de medo e de perda.

E é essa sensação de perda atrelada à mudança que reforça os medos e resistências que a impedem de ocorrer de uma forma mais fácil ou a impedem até mesmo de acontecer.

No processo de coaching, é muito comum aparecer a resistência à mudança, mesmo que esta mudança seja para algo melhor que a pessoa busca há muito tempo.

Essa resistência surge na forma de desculpas, sabotadores, crenças limitantes e hábitos tão arraigados que acabam se confundindo com o próprio senso de identidade da pessoa.

Trabalhar essas questões de forma consciente e focada é uma das principais realizações do processo de coaching, para o que são utilizadas diversas abordagens e ferramentas.

Nos meus processos costumo usar técnicas e ferramentas baseadas nos preceitos e práticas da PNL-Programação Neurolinguística, da Psicologia Positiva e da Neurociência que contribuem para a conscientização sobre esses sabotadores e a desconstrução de crenças limitantes e sua consequente substituição por abordagens mais positivas.

O mais importante é saber que a mudança é um processo complexo, que envolve todos os níveis neurológicos, começando pelo ambiente, passando pelo comportamento, competências, crenças e valores, até chegar à identidade, o que exige foco, paciência, persistência e ampliação da consciência e do autoconhecimento. 

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Uma metáfora natural sobre mudança e transformação

Imaginem a lagarta, que, de repente, deixa sua vidinha rasteira, quieta e tranquila e, respondendo a imperativos naturais, constrói um casulo ao seu redor, no qual ficará por bastante tempo.

Provavelmente a lagarta não sabe que o vai acontecer. Ela só responde a essa programação natural de sua espécie de mudar, de evoluir.

Se a lagarta soubesse que vai se transformar numa linda borboleta, será que o processo seria mais fácil para ela?

Será que pensaria que essa história de borboleta é só para alguns poucos privilegiados, sem saber que é a sua condição natural de evolução?

Ou será que, mesmo sabendo, temeria deixar o chão firme, por medo da altura?

Aceitaria calmamente deixar de ser lagarta (conhecido) e se transformar no desconhecido (borboleta).

Nunca saberemos, certo?

Mas o exemplo da lagarta serve muito bem aos seres humanos:

Também há em nós um imperativo de evolução, de crescimento, de atingirmos nosso máximo potencial.

E saber que podemos ter asas e voar pode ser ao mesmo tempo um motivador e um sabotador.

Como lagartas, nos apegamos ao conhecido, ao que sabemos fazer, ao confortável, tentando evitar a mudança que nossa alma de seres humanos em constante evolução nos pede.

Outro paralelo que podemos fazer com a lagarta no casulo é que não se pode apressar o processo de mudança, pela ansiedade de chegar logo ao final.

Temos de passar pelo processo de desenvolvimento, fortalecer nossas asas recém-adquiridas, antes de começar a voar.

No processo de coaching, encontramos tanto as pessoas que têm medo de mudar como as que têm essa ansiedade de chegar logo ao resultado, que não querem esperar a maturação que o processo exige, o que leva a frustrações e mesmo a mudanças que não se sustentam, porque não se completaram adequadamente.

“Mudança é um processo, não um evento.” (autor desconhecido)

Um processo que exige confiança em você, na sua capacidade e no próprio processo.

Gosto muito de uma frase (na verdade, um trecho de um poema) que para mim resume muito bem todo esse processo e que fala sobre possibilidades, evolução, coragem e superação. Sobre a escolha necessária de viver o processo e atingir o pleno potencial, ou, como se diz em “coachingnês”, “ser sua melhor versão”.

“There is freedom waiting for you, on the breezes of the sky, and you ask ‘what if I fall?’ Oh but my darling, what if you fly?”  (Erin Hanson)

Traduzindo para o Português:

“Há liberdade esperando por você na brisa do céu, e você me pergunta: “e seu eu cair?”. Oh, mas minha querida, e se você voar?”  (Erin Hanson)

Então, e se você voar???

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